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Maçãs Podres: site feminista traz bom conteúdo

Com olhar agudo, algumas vezes bem radical, o site Maçãs Podres tem conteúdo extenso e bem argumentado. Leitura imperdível. Criado a partir do Grupo de Estudo de Gênero Simone de Beauvoir, a intenção é, justamente, contaminar com maçãs podres o cesto da nossa sociedade patriarcal e machista. Ou o pomar completo, se der...

"Milenarmente a maçã é o mais conhecido símbolo para representar a discórdia, o perigo, o proibido, a quebra de tabus...", afirma o texto de apresentação do espaço. "Aos nossos olhos, tanto na mitologia, nas histórias infantis, na religião cristã, a idéia da maçã é usada como metáfora ideológica favorável à dominação masculina. Como qualquer MAÇÃ PODRE, nossa intenção é de contaminar o pomar por completo. O nosso interesse é seduzir as mentes das mulheres que ainda possuem coragem de se manterem sãs e apodrecer com esta sociedade machista".
O conteúdo editorial é dirigido a mulheres que não desejam ser “moças bem-comportadas criadas para serem princesinhas do pai, rainhas de algum lar, unicamente esposas/mães zelosas, ou Barbies acéfalas do desejo masculino".
Absoluta recolheu alguns trechos para você conferir.

Barbies
Os homens machistas querem que as mulheres sejam "barbies", porque bonecas não pensam, não possuem vontade própria e, deste modo, são presas que facilmente podem ser conduzidas e mantidas em cativeiro.

Sociedade capitalista
Afirmamos que o capitalismo é a expressão econômica do machismo, pois "o capital" sustenta as superestruturas da desigualdade humana.

Avanços?
Reivindicações baseadas em lamentações tornam-se um fenômeno secundário, de pouca importância, que muitas vezes até representa alguma atitude por parte da sociedade, mais de fato não a modifica. É fácil algumas feministas se ludibriarem com alguns “avanços” no decorrer da história. Principalmente porque mulheres, inclusive algumas feministas, muito se orgulham do “novo” homem (o homem cordial), simplesmente porque ainda não se libertaram do sonho de encontrar o príncipe encantado. 

Homens sem machismo
O que fazer em situações onde homens que, já não mais reproduzem atitudes machistas e de opressão, encontram-se por tal motivo isolados socialmente? Mantê-los excluídos, mesmo que a luta pela emancipação feminina seja uma luta social contra a exclusão, não é reproduzir a lógica sexista que combatemos e que manteve por milênios a mulher restrita à exclusividade do espaço privado?

Mensagem aos machos
Caros homens... Não há mistérios a serem descobertos. Se não nos entendem, é porque nos mantiveram presas em seus castelos. Nossas vulvas não são caixinhas de música, e as peças não se encaixam como brinquedos. Qualquer homem que se dedicou a conhecer o cativeiro, não encontrou problemas em desvendar nossos segredos. Nosso corpo não é, senão, um outro corpo, por onde o sangue circula. Já nos cortaram a pele com navalhas, já nos estupraram sem culpa, durante séculos vivemos em vossas senzalas. Simplesmente não lhes daremos armas, os homens construíram suas prisões, jogam as chaves fora de nossas muralhas, é hora de declarar guerra e derrubar a barreira que nos separa!


Confira em
http://nucleogenerosb.blogspot.com/

Mulher 500 Anos Atrás dos Panos

Nesses mais de 500 anos da chegada dos europeus em nossas terras, o papel histórico das mulheres na construção da sociedade brasileira em geral foi invizibilizado. Se revisitarmos o passado, poderemos constatar que elas estiveram presentes nos diferentes períodos da nossa história, protagonizando acontecimentos ou contribuindo positivamente para construção de uma sociedade igualitária e democrática através da perspectiva de gênero e da superação do racismo e do etnocentrismo.
O projeto “Mulher 500 Anos Atrás dos Panos” da REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano atua com o propósito de contribuir para romper com o silêncio secular que envolve a atuação, o olhar, o corpo, o saber e a fala das mulheres na nossa história.

É lugar comum, hoje, falar sobre a importância do papel e a luta das mulheres na sociedade contemporânea. No entanto, a história das mulheres é uma história recente, que se ressente de um passado mal contado, de silêncios seculares que ainda não foram suficientemente quebrados. O projeto “Mulher 500 Anos Atrás dos Panos” faz parte do Programa Pesquisa e Documentação que a REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano desenvolve desde 1997, com o propósito de contribuir para romper esse silêncio secular que envolve a atuação, o olhar, o corpo, o saber e a fala das mulheres na nossa história.
Com o propósito de democratizar informações, o projeto Mulher 500 Anos Atrás dos Panos tem agora como um de seus desdobramentos o Portal Mulher 500 Anos, no qual disponibiliza um amplo material sobre as discussões de gênero, raça e etnia, tendo por meta socializar informações que discutam a atuação das mulheres na história do Brasil. No item “Acervo e Pesquisa”, encontram-se artigos, teses, dissertações, imagens, biografias de mulheres, acervo com a catalogação de livros que tratam a questão de gênero e raça/etnia.
Acreditando que a participação coletiva é a forma mais democrática de se construir uma obra, o portal ainda oferece a ferramenta Wikipedia para a construção participativa do Dicionário Mulheres do Brasil – Volume II. No item “Nossas Publicações”, você encontra o conteúdo do material produzido pelo projeto (parcial ou total). Navegando pelo Portal a usuária encontrará informações colhidas ao longo desses 11 anos de trabalho e pesquisa, assim como poderá colaborar para a ampliação e socialização de dados.
Confira também a extensa e interessante relação de links.

ONU-Mulheres: novo organismo internacional focará a causa feminina

Fusão de quatro divisões da ONU que atualmente lidam com questões de gênero e das mulheres formarão a ONU-Mulheres, entidade que parte com um orçamento de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 850 milhões.

O organismo será conhecido oficialmente como a Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento de Mulheres, mas as autoridades afirmam que ela será citada como ONU-Mulheres (www.unwomen.org).
Após anos de difíceis negociações, a Assembleia Geral aprovou em julho a criação da entidade, que fará a fusão de quatro divisões distintas da ONU que atualmente lidam com questões de gênero e das mulheres. São elas:
- Divisão para o Avanço das Mulheres (DAW, criada em 1946)
- Instituto Internacional de Pesquisas e Capacitação para a Promoção da Mulher (Instraw, criada em 1976)
- Escritório de Assessoria Especial em Questões de Gênero  (OSAGI, criada em 1997)
- Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem, criada em 1976)
A ONU-Mulheres parte com um orçamento de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 850 milhões
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, anunciou a indicação da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para liderar o novo organismo. Bachelet liderou o governo de centro-esquerda do Chile de 2006 até março deste ano, quando foi sucedida pelo conservador Sebastian Piñera. No ano passado, a revista Forbes a situou como a 22ª mulher mais poderosa do mundo.
A ex-presidente, que cursou dois anos do ensino médio nos Estados Unidos, foi presa no Chile em 1975, junto com sua mãe, pela junta militar de direita que tomou o poder do país no golpe de 1973. Exilada na Austrália, ela se mudou depois para a ex-Alemanha Oriental antes de voltar em 1979 ao Chile, onde estudou Medicina e se especializou em pediatria.

FONTE: REUTERS

Princípios de Empoderamento das Mulheres: igualdade significa negócios


A parceria entre o UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher - parte da ONU Mulheres) e o Pacto Global das Nações Unidas através dos "Princípios de Empoderamento das Mulheres – Igualdade Significa Negócios" oferece à comunidade empresarial uma nova ferramenta no trabalho para ampliar e valorizar a liderança feminina no mercado de trabalho. Numa ação conjunta com as Nações Unidas, as empresas podem dar passos mais concretos para a promoção da igualdade de oportunidades e colaborarem para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, particularmente do Objetivo 3: Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres. 
Lançada em março de 2010, a iniciativa é um sucesso no mundo corporativo, reunindo grandes marcas de diferentes segmentos do mercado global, regional e local. Em junho de 2010, 39 presidentes e diretores executivos referendaram seus compromissos na Declaração de Apoio dos CEOs aos “Princípios de Empoderamento das Mulheres – Igualdade Significa Negócios”, conclamando a adesão do setor empresarial à iniciativa das Nações Unidas.
“Investindo no acesso aos cuidados de saúde adequados, em segurança, ambiente de trabalho não-discriminatórias e oportunidades para a construção de ativos voltados às mulheres, não estamos apenas investindo em nossos funcionários, estamos investindo em um ambiente de trabalho saudável e sustentável para todos", destaca John Anderson, presidente e CEO da Levi Strauss & Co., uma das primeiras corporações a se comprometer com os Princípios de Empoderamento das Mulheres – Igualdade Significa Negócios.

Empresas brasileiras lideram adesão

Onze grandes empresas brasileiras fazem parte da lista de 39 corporações que aderiram ao programa. São elas: Açovisa Indústria e Comércio de Aços Especiais Ltda, CINQ Tecnologia, Copel – Companhia Paranaense de Energia, Fersol Indústria e Comércio SA, INCCATI Sistemas Ltda, Itaipu Binacional, Microlife Informática de Franca Ltda, Natusfran, New Space Processamento e Sistemas Ltda, Petrobras e  Rodovalho Advogados. A segunda posição é ocupada por seis empresas de caráter global. Estados Unidos e Egito estão na terceira posição no ranking de empresas com adesão aos Princípios.

Conheça os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres:
1. liderança promove a igualdade de gênero
2. igualdade de oportunidades, inclusão e não-discriminação
3. saúde, segurança e fim da violência
4. educação e treinamento
5. desenvolvimento empresarial e práticas de cadeia de suprimentos e marketing
6. liderança comunitária e engajamento
7. transparência, mensuração e relatório.

FONTE: UNIFEM

Mais mulheres no poder: eu assumo o compromisso!


As mulheres em nosso país são mais da metade da população e do eleitorado, têm maior nível de escolaridade e são quase a metade da população economicamente ativa, mas não chegam a 20% nos cargos de maior nível hierárquico do poder público. Por isso, o portal "Mais Mulheres no Poder" desenvolve campanha de conscientização para acabar com esta sub-representação.


Para o aperfeiçoamento e consolidação da democracia, existe a necessidade de pensar, discutir e transformar a situação de sub-representação da mulher nos espaços de poder e decisão, promovendo uma participação igualitária, plural e multirracial. As mulheres são mais da metade da população e do eleitorado, têm maior nível de escolaridade e são quase a metade da população economicamente ativa do país. Entretanto, não chegam a 20% nos cargos de maior nível hierárquico no Parlamento, nos Governos Municipais e Estaduais, nas Secretarias do Primeiro Escalão do Poder Executivo, no Judiciário, nos Sindicatos e nas Reitorias.
Apenas nas Empresas elas já conseguem alcançar o percentual de 20% de chefes. Uma cultura de divisão sexual do trabalho, preconceito e subalternidade ainda dificulta a autonomia e presença feminina nas decisões cruciais à vida da comunidade.Por isso, o portal "Mais Mulheres no Poder" desenvolve a campanha “Mais Mulheres no Poder: Eu assumo este compromisso!", que nasceu da iniciativa do Conselho Nacional de Políticas para as Mulheres, do Fórum Nacional de Instâncias de Mulheres de Partidos Políticos e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O objetivo é promover uma ação transformadora de estruturas de poder e das instituições, assim como de cultura e mentalidade que gerem novas relações sociais entre mulheres e homens.
Em sua primeira etapa de existência, o site informou e estimulou a discussão, a reflexão e o debate sobre a presença das mulheres nos espaços de poder e decisão nos Poderes Executivo e Legislativo. Agora três novas áreas são agregadas: Judiciário, Empresa e Sociedade, consolidando as propostas do capítulo V do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, que visa a autonomia, empoderamento e estímulo à ampliação da participação feminina nos cargos de decisão no Executivo, Legislativo e Judiciário, nos partidos políticos, nas empresas públicas e privadas e em entidades representativas de movimentos sociais.

Conheça mais sobre a campanha:
http://www.maismulheresnopoderbrasil.com.br/

Clipping com notícias de mulheres candidatas:
http://www.maismulheresnopoderbrasil.com.br/jornais.php

Projeto de Lei equipara salários entre mulheres e homens

Não importa a formação ou o tempo de estudo. Há muito, pesquisas sinalizam que as mulheres estão em desvantagem no mercado de trabalho. Esta discrepância se evidencia quando o foco da análise passa a ser a remuneração pelo serviço prestado, em média, inferior a recebida pela mão de obra masculina.
Para tentar corrigir essa distorção, a Câmara analisa o Projeto de Lei 7016/10, que proíbe o pagamento de salários diferenciados para homens e mulheres com funções ou cargos iguais. A autoria é da deputada Luciana Genro (PSOL-RS).

Prometendo rigidez, o projeto, que tramita em caráter conclusivo, obriga a empresa infratora a indenizar a funcionária que sofrer discriminação, pagando valor equivalente a dez vezes a diferença salarial acumulada, com atualização monetária, além das contribuições previdenciárias correspondentes. Ele prevê, ainda, mecanismos de fiscalização, implementados pela Receita Federal e pelo Ministério do Trabalho.
Professora de ciência política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Mulher e Gênero, Jussara Reis Prá, comemorou a iniciativa.
-Acho memorável, importante. Sabemos que a questão da diferença salarial historicamente tem se repetido. Não entendemos porque há salários diferentes para exercer a mesma função. Outro ponto é que, a medida em que aumenta a qualificação da mulher em termos de formação educacional, há uma diferença ainda maior entre os salários.
Realista, ela destacou, entretanto, que contornar essa "desigualdade histórica" não é um processo fácil e demanda tempo.

Segue entrevista com Jussara Reis Prá:

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7016/10, que proíbe o pagamento de salários diferenciados para homens e mulheres com funções ou cargos iguais. A senhora acredita que o projeto será um caminho para diminuir as discrepâncias salariais entre os gêneros ou terá pouco efeito prático?
 - Pode diminuir, sim. É importantíssimo que seja, pelo menos publicizado. Agora, sabemos que lidamos com um tipo de cultura política em que temos uma diferença entre aquilo que é normativo e o que funciona em termos de prática e de mentalidade. Porém, se for uma política pública, há possibilidade, sim, de cobrança.

Como a senhora avalia a iniciativa? 
 -Acho memorável, importante. Sabemos que a questão da diferença salarial historicamente tem se repetido. Não entendemos porque há salários diferentes para exercer a mesma função. Outro ponto é que, a medida em que aumenta a qualificação da mulher em termos de formação educacional, há uma diferença ainda maior entre os salários, na comparação com a remuneração recebida pelos homens.

Em 2008, pesquisa do IBGE apontou que mulheres recebiam, em média, 71,3% do rendimento dos homens. No caso das que apresentam nível superior completo, a remuneração passava a ser de 60% dos salários recebido pelos homens. É o que a senhora destacou: as discrepâncias permanecem mesmo com o grau de escolaridade elevado. Como explicar essa desigualdade?  
- Essa desigualdade é histórica. As mulheres entraram, efetivamente, no mercado de trabalho em um contexto extremamente conturbado, que foi durante a Segunda Guerra Mundial, quando precisaram ocupar o lugar da mão de obra masculina, que estava diretamente envolvida no conflito. Nós passamos por um processo de substituição de importações, em que não tínhamos mais como importar mercadorias, como fazíamos anteriormente, porque a Europa canalizava toda sua produção para os soldados. Enfim, nós tivemos, aqui no Brasil, que passar pelo processo de substituição de importações, em que as mulheres também foram participar do mercado de trabalho em maior número.
Acontece também um fato interessante ao fim da segunda guerra, que deu origem a vários questionamentos por parte das feministas. As mulheres foram convidadas a retornar a seus lares no momento em que, regularizada a situação, os homens voltariam a ocupar os postos de trabalho.
A questão do salário fica condicionada ao fato de que, como o homem, do ponto de vista cultural, é o provedor, o salário da mulher é complementar, ou seja, complementa a renda familiar. Se ela complementa, trabalha para comprar alfinetes e perfumaria, que era a linguagem da época, é óbvio que ela pode ganhar menos.
Essa mentalidade de que o homem é o provedor vem resistindo ao tempo...  Ela resiste, porque passa a fazer parte da cultura. No momento em que ela é um fato cultural, você fica brigando com a lei. A lei diz uma coisa, mas a prática é discrepante, vai de acordo com aquilo que está introjetado.

A questão da dupla jornada de trabalho, os benefícios concedidos às mulheres, como licença maternidade, por exemplo, fazem delas, na ótica do empregador, menos interessantes?  
- Em alguns casos sim, mas no caso brasileiro não tem grandes ônus para o empregador. O ônus é do Estado. Isso é altamente questionável, porém, situa o Brasil entre os países mais avançados do ponto de vista dessa legislação. Embora em muitos países, o tempo da licença maternidade seja muito superior.
A situação se agrava em áreas onde há prevalência masculina?  Depende. No caso dos autônomos, há uma certa paridade. Mas o que se sabe é que toda profissão que se feminiza sofre uma depreciação em relação ao que se é pago para essa função.

Fonte: Terra Magazine
Ana Cláudia Barros

Mercado de trabalho feminino aumenta na América Latina em 2009, mas cai no Brasil

O Brasil está entre a minoria dos países da América Latina onde as mulheres perderam participação no mercado de trabalho em 2009, enquanto o resto da região, em geral, registrou um aumento, informam dados divulgados hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Além de Brasil, Equador, Jamaica e República Dominicana foram os outros países que apontaram quedas, entre os 14 analisados pelo estudo da OIT. Segundo os dados, pela primeira vez em tempos de crise, as mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho latino-americano, representando 40% da força de trabalho da região.
María Elena Valenzuela, especialista regional de Gênero e Emprego da OIT, explicou à Agência Efe que, em 2009, houve uma queda "muito pequena" na taxa de participação masculina, de 0,2 ponto percentual, e um leve aumento na participação feminina, de aproximadamente 0,5 ponto percentual.
Dessa forma, a força de trabalho feminina em 2009 teve pela primeira vez um comportamento pró-cíclico. Do total de 14 países analisados, ela registrou aumento em dez países e caiu apenas nos quatro citados. As altas registradas ocorreram na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.
Segundo Valenzuela, é habitual que em tempos de crise "os homens e as mulheres jovens tendam a se manter mais tempo no sistema escolar esperando melhores oportunidades". Por outro lado, a participação feminina aumentou nessa vez porque a inserção laboral se consolidou como parte de suas necessidades essenciais "e é uma força primária e fundamental para o sustento econômico das famílias", assinala a especialista.
Atualmente, as mulheres representam cerca de 40% da força de trabalho em toda a América Latina. Somente nos países do Cone Sul (Argentina, Brasil e Uruguai), os níveis de participação feminina ficam entre 50% e 60%.
A taxa de desemprego urbano na América Latina entre os homens passou de 5,4% em 2007 para 7,6% em 2009, enquanto entre as mulheres esse aumento foi de 7,5% para 8,6% no mesmo período.
Esse fenômeno surpreendeu a própria OIT, que em março de 2009 alertou que o impacto da crise econômica podia ser maior em termos de ocupação nas mulheres que nos homens em grande parte do mundo, e especialmente na América Latina e no Caribe.
Por outro lado, apesar de em 2009 as mulheres terem conseguido mais postos de trabalho, isso ocorreu em categorias mais vulneráveis. Em 2009, a informalidade na América Latina continuava sendo muito mais elevada para as mulheres (57,1%) que para os homens (51%). A tudo isso se somam as disparidades de renda por sexo. Em média, as mulheres latino-americanas recebem 70% do que os homens ganham.

Fonte: EFE

Ativismo intenso por um lado, pouca participação formal por outro

Pesquisas de opinião sinalizam que o povo brasileiro gosta da ideia de eleger representantes femininas em vários escalões, mas a participação efetiva das mulheres na política formal ainda é muito pequena. Enquanto isto, em outra dimensão de poder, ativistas femininas mandaram ver através de ocupações em 13 estados, em função do Dia Internacional da Mulher/2009.

Pesquisa recente do Ibope, em conjunto com o Instituto Patrícia Galvão e o Cultura Data, apontou que 90% dos brasileiros elegeriam uma mulher. Interessante, hein?
Desse grupo, 74% votaria nelas para prefeito, governador ou presidente, o que, do total, significam 67% dos brasileiros.
Mas na prática a coisa é bem é diferente. O Congresso Nacional conta hoje apenas com 8,9% de participação feminina, e 12% nas Assembleias Estaduais e Câmaras Municipais.
Por outro lado, numa outra faceta de poder, centenas de m
ulheres ligadas à Via Campesina – movimento internacional que coordena organizações de pequenos agricultores – voltaram a sacudir o cenário, gerando uma onda de manifestações pelo país. Ao todo, foram 10 ocupações em 13 estados.
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher/2009, apenas agricultoras participaram dos atos simultâneos em várias cidades, que incluíram bloqueio de um porto de exportação de celulose no Espírito Santo, ocupação da sede do Ministério da Agricultura, em Brasília, e invasão
da Estância Aroeira, antiga Fazenda Ana Paula, de propriedade da Votorantin Celulose e Papel, no Rio Grande do Sul. Com facões e foices, além do rosto coberto por um lenço roxo, o grupo de cerca de 700 mulheres dizia palavras de ordem.
A Via Campesina afirma que os protestos contra a VCP, no Rio Grande do Sul e no Espírito Santo, foram para denunciar demissões praticadas pela empresa em todo o país. Nos outros Estados, as manifestações foram contra a dispensa de 134 mil pessoas ligadas à agricultura.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL E ZH

Comunidade Europeia reafirma compromisso com as mulheres

A Comissão Europeia (CE) assegurou que manterá seu compromisso político e financeiro em favor da luta pelos direitos das mulheres, e anunciou que não retrocederá seu empenho até que sejam respeitados e protegidos no mundo todo.

A declaração é da comissária europeia de Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, por causa do Dia Internacional da Mulher/2009 e que tem como lema "Mulheres e homens unidos para colocar fim à violência contra as mulheres e as meninas".
A comissária afirmou que a capacitação completa da mulher ainda soa como uma coisa muito distante para muitas mulheres de todo o mundo. Por isso, Benita defendeu a manutenção de um nível constante de compromisso e de assegurar que as promessas de mobilizar as políticas e os instrumentos financeiros sejam respeitadas para reforçar as Resoluções 1325 e 1820 do Conselho de Segurança da ONU sobre a mulher, a paz e a segurança.
– Não podemos retroceder em nosso empenho até que os direitos de cada mulher sejam respeitados e protegidos no mundo todo – disse, assinalando a necessidade de "investir no futuro", tornando as crianças partícipes do processo e "aumentando sua consciência sobre a igualdade de sexos".

Conheça mais detalhes sobre a proposta de trabalho de Benita Ferrero-Waldner, em seu depoimento para o site da Comissão Europeia:
"A UE e os seus cidadãos enfrentam desafios importantes, tais como gerir a globalização de forma a dela tirar partido, responder a ameaças como o terrorismo, o crime organizado e a proliferação de armas de destruição maciça e assegurar uma ordem internacional baseada no Estado de Direito e em instituições multilaterais que funcionem de modo adequado. Tudo isto requer uma UE forte na cena internacional, que seja capaz de promover a paz, a segurança e a estabilidade, bem como de proteger os seus valores e interesses, com uma Comissão Europeia sólida no seu centro.
Tenho três grandes prioridades:
  • Na qualidade de Comissária responsável pelas Relações Externas, represento a UE junto dos países terceiros, incentivando a cooperação e promovendo o diálogo com os nossos parceiros;
  • Através da Política Europeia de Vizinhança, procuro estabelecer uma parceria especialmente forte entre a UE alargada e os nossos vizinhos de Leste e das margens sul e este do Mediterrâneo;
  • Na qualidade de Comissária responsável pelo Serviço de Cooperação EuropeAid, desejo assegurar que o apoio financeiro e técnico da UE no mundo seja utilizado de modo adequado e eficaz.
Trabalho em estreita colaboração com a Presidência em exercício do Conselho da UE, o Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum da UE, Javier Solana, e com os meus colegas Membros da Comissão Europeia que também pertencem ao Grupo de Comissários “Relações Externas”: Olli Rehn, responsável pelo Alargamento da UE; Peter Mandelson, responsável pelo Comércio; Louis Michel, responsável pela Ajuda ao Desenvolvimento e pela Ajuda Humanitária; e, por último, Joaquin Almunia, responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários. Este grupo é liderado pelo Presidente José Manuel Barroso, ocupando eu o cargo de Vice‑Presidente."


FONTE: Vida Feminina e UE

Mulheres na América Latina podem ser afetadas pela crise mundial

Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) no México afirmaram que a crise econômica pode afetar, em especial, as mulheres na América Latina.

É possível que as mulheres percam antes seus empregos. Além disso, os casos de trabalho infantil podem aumentar, especialmente entre as meninas, disse o espanhol Magdy Martínez-Solimán, coordenador das Nações Unidas no México. As declarações foram feitas em uma coletiva de imprensa concedida por ocasião do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.
Martínez-Solimán disse que o combate à crise precisa ser feito com cuidado, para evitar injustiças com as mulheres. O representante das Nações Unidas também defende a criação de mais postos de trabalho femininos.
É provável que as mulheres sejam mais afetadas pela onda de desemprego. E não podemos reduzir ainda mais as poucas vagas para elas, que já recebem salários inferiores aos homens, acrescentou.
Já a diretora da Agência da ONU para a Mulher (Unifem) no México, Cuba, América Central e República Dominicana, Teresa Rodríguez Allendes, informou que há um seminário programado para o mês de maio. O evento vai analisar o impacto da crise sobre as mulheres da região.

FONTE: EFE

Maria da Penha: a lei de defesa das mulheres

Já ouviu falar na Lei Maria da Penha? Foi sancionada em 2006 e, entre várias mudanças promovidas, está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro daquele ano e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

Também conhecida como Leticia Rabelo, a farmacêutica Maria da Penha dá nome à lei.
Seu marido a agrediu durante seis anos, por duas vezes tentou matá-la (na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento), sendo que só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
Em razão desse fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), juntamente com a vítima, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA que é um órgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação desses acordos internacionais.
A lei alterou o Código Penal brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos, a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.
A lei representa um marco na luta contra a violência doméstica, e foi bem recebida em diversos setores da sociedade, inclusive entre as religiões. Os processos se avolumam nas Delegacias da Mulher e grande parte nem são casos de Polícia, mas de Assistência Social, ainda assim é uma das leis brasileiras que "pegaram" e merece elogios e apoio de todas nós.

Fonte: Wikipedia