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Campanha pela abolição da taxa do acompanhante nos hospitais

Para ter uma ação oficial do Procon que impeça os hospitais de cobrar a taxa do acompanhante na hora do parto, devemos ter algumas reclamações de pessoas que pagaram ou que foram informadas que vão ter que pagar. Divulgue essa campanha no seu blog/site e assine também o abaixo-assinado.

Pra fazer a reclamação, basta ir no site www.procon.sp.gov.br
No menu do lado esquerdo tem um desenho escrito "Atendimento Eletrônico". Clique e faça a sua reclamação.
Com um número razoável de reclamações e denúncias, a questão será levada para a diretoria e provavelmente isso vira uma ação oficial do Procon.
Vamos trabalhar para isso?
Divulgue essa campanha no seu blog/site e assine também o abaixo-assinado em http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=abaixo&ext=php
No mesmo link, você pode obter o código de configuração de banner para seu site/blog:

Participe da Campanha contra a Taxa do Acompanhante no Parto!

FONTE: www.partodoprincipio.com.br

III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto

A ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento - realiza em novembro seu terceiro evento internacional. Um dos objetivos  do encontro é dar visibilidade ao muito que vem sendo feito para tornar o parto e o nascimento experiências fortalecedoras para a mulher e o recém-nascido, retirando dessa vivência a conotação de momento de grande sofrimento. 

Desde a I Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, realizada em Fortaleza em 2000, pode-se contabilizar vários avanços no campo da atenção obstétrica e neonatal no Brasil. A proposta de Humanização do Parto e Nascimento é atualmente Política de Estado do Governo Federal e possui dentre seus objetivos: a redução da morbimortalidade materna e perinatal, a redução dos índices de cesarianas desnecessárias, a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos e a humanização da assistência ao pré-natal, parto, pós-parto. No campo legal, existem as Leis nº 11.108/2005 e 11.634/2007, que garantem às gestantes a presença de acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto imediato nas unidades do SUS, e vaga para o parto desde o início do pré-natal, respectivamente.
No entanto, os desafios são inúmeros. O primeiro é fazer cumprir as citadas leis. Além disto, a taxa de cesarianas, hoje em torno de 35% na rede pública e 85% na rede privada, é muito superior ao recomendado pela OMS (15%) e a mortalidade materna e a neonatal ainda são graves problemas de saúde no Brasil e em muitos países da América Latina. A alta proporção de mortes evitáveis tem sido considerada uma violação aos direitos humanos.

Objetivos da Conferência
O evento acontece de 26 a 30 de novembro em Brasília-DF. Entre seus propósitos é dar visibilidade ao muito que vem sendo feito para tornar o parto e o nascimento experiências fortalecedoras para a mulher e sua(seu) recém-nascida(o), retirando dessa vivência a conotação de momento de grande sofrimento. Mesmo que se esteja dando especial foco às realizações no Brasil, será aberto espaço importante ao que ocorre em outras partes do mundo. Assim, nesta Conferência haverá destaque para os Painéis de Experiências Exitosas.
Outro objetivo do evento é lançar campanha de monitoramento da Lei Federal nº 11.108/2005, que garante a toda gestante a presença de um(a) acompanhante na sala de pré-parto, no parto e no pós parto nas unidades de saúde

Sobre o Logotipo do Evento 
Uma figura humana que sugere a mãe grávida, outra que sugere o pai. Ambos estão sobrepostos gestando uma nova vida, um dentro do outro, fundidos e só o ventre está em evidência. O bebe é alimentado pela placenta da grande mãe terra sugere a integração com a natureza. Um dos objetivos da III Conferência é aumentar os vínculos e as raízes na conduta pela dignidade no nascimento. Esse casal está representado com os 4 braços levantados, como galhos de uma grande árvore que representam os 4 pilares da Conferência. Os frutos, são os elementos de cor, com toda a sua diversidade representam os participantes, os convidados, as palestras os debates os novos projetos que vão surgir.
O design é de autoria de  Bia Fioretti, publicitária e fotógrafa criadora do Movimento de Resgate da Essência do Feminino através das Parteiras - "Mães da Pátria".

Sobre a ReHuNa
A Rede pela Humanização do Parto e Nascimento é uma organização da sociedade civil que vem atuando desde 1993 em forma de rede de associadas em todo o Brasil. O objetivo principal é a divulgação de assistência e cuidados perinatais com base em evidências científicas. Essa rede tem um papel fundamental na estruturação de um movimento que hoje é denominado “humanização do parto/nascimento”, que pretende diminuir as intervenções desnecessárias e promover um cuidado ao processo de gravidez/parto/nascimento/amamentação baseado na compreensão do processo natural e fisiológico.


O parto em outros países

No Brasil, as cesáreas chegam a perto de 90% dos partos em hospitais particulares. Viraram padrão, apesar das advertências em sentido contrário da Organização Mundial de Saúde. Veja como são os hábitos a respeito em outros países.

Mesmo hoje em dia, as práticas relativas ao parto variam muito nos diferentes países. O modelo americano é o que mais se assemelha ao brasileiro... No entanto, a taxa de cesárea nos EUA não passa dos 25% e, mesmo assim, é considerada alta. É muito raro, por exemplo, que um parto normal seja realizado numa sala de cirurgia, como é de praxe no Brasil. Já existe um nível de consciência e questionamento por parte das mulheres americanas que faz com que práticas como movimentar-se e usar o chuveiro ou a banheira para aliviar as dores durante o trabalho de parto sejam amplamente difundidas e aceitas.
Países como Holanda e Inglaterra, com índices de mortalidade materna e infantil baixíssimos, ainda baseiam toda a assistência ao parto na figura da obstetriz ou parteira. Nestes países, os médicos obstetras são considerados especialistas que tratam apenas de eventuais complicações e das gestações de risco. As obstetrizes cuidam do pré-natal e fazem o parto normal da grande maioria das mulheres.

Obstetrizes como protagonistas
Na Holanda, 35% de todos os bebês nascem em casa. Lá, o parto domiciliar é quase rotina. A taxa de cesárea é menor que 10%. A gravidez tende a ser vista como uma fase especial na vida de uma mulher e não como uma doença. O parto é visto como um processo normal: doloroso mas compensador. O uso da anestesia peridural ainda é raro e cursos de preparação para o parto (normal) proliferam...
Os partos de baixo risco são acompanhados por obstetrizes, que costumam trabalhar em cooperativas de 3. É possível optar por um parto domiciliar ou um parto hospitalar, sempre com a obstetriz. Lá, a obstetriz não é uma enfermeira com especialização obstétrica, como aqui. Para tornar-se obstetriz, é necessário fazer um curso superior específico que dura 4 anos. Existem 3 escolas de obstetrizes no país e cada uma recebe por volta de 40 alunas por ano (a Holanda é um país pequeno de apenas 15 milhões de habitantes). A formação é considerada tão boa que os estudantes de medicina aprendem a fazer parto normal com elas. Ao se formar, a obstetriz é registrada junto ao estado e pode escolher trabalhar só com partos domiciliares ou então no hospital.
O obstetra só entra em cena quando há alguma indicação médica específica, ou seja, quando a gestação é de risco. É ele quem faz a cesárea, quando necessária. As obstetrizes também não podem usar nem o fórceps nem o vácuo-extrator. As relações entre obstetras e obstetrizes são, em geral, boas, caracterizadas por um respeito mútuo.
No parto domiciliar, o atendimento é realizado exclusivamente pela obstetriz e uma enfermeira-auxiliar. Depois do parto, a obstetriz cuida da mãe, avalia a placenta e o bebê (não há pediatra presente) e vai embora umas 2 horas depois. A auxiliar fica com a mãe e a obstetriz volta nos dias seguintes para ver se está tudo bem.
A enfermeira-auxiliar dá 8 dias de assistência pós-parto, tanto depois do parto hospitalar quanto depois de um parto em casa. Ela passa 8 horas por dia na casa da nova mãe, cuidando dela, de seu bebê e até da casa! Seu papel consiste em ensinar os cuidados com o bebê, receber as visitas, preparar as refeições e também limpar a casa.


FONTE: Amigas do Parto e Parto do Princípio
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Licença-maternidade de 6 meses garante aleitamento por tempo recomendado pela OMS

A extensão da licença-maternidade para seis meses garantiu a mães e filhos o tempo de aleitamento recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a criação de vínculos afetivos mais estreitos, o que de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é saudável para o futuro da convivência familiar.


O ex-presidente da SPB e atual assessor para assuntos parlamentares da entidade, Dioclécio Campos Júnior, afirma que a licença-maternidade estendida é uma forma de compartilhar com a sociedade a responsabilidade de cuidar das crianças.
– É um processo de evolução, de conscientização para o alcance social que tem essa medida, como um direito da criança e da mãe trabalhadora.
Segundo Campos Júnior, “os seis primeiros meses de vida são decisivos e insubstituíveis para o crescimento e diferenciação do cérebro” dos bebês, e a garantia de amamentação nesse período reduz a mortalidade, previne enfermidades comuns nos dois primeiros anos de vida e até doenças na adolescência e na vida adulta”.
Além de benefícios para os filhos, a licença estendida melhora a saúde das mães. De acordo com a OMS, o aleitamento materno pelo menos até os seis meses ajuda a reduzir o risco de câncer e a obesidade das mães após o parto. A SBP inclui entre os benefícios a economia em gastos do governo com saúde – já que crianças amamentadas ficam menos doentes – e a redução de índices de violência, baseada na tese de que relações afetivas fortes e estáveis nos primeiros anos de vida favorecem comportamentos não agressivos.
Desde 2008, o direito à licença de seis meses é garantido a todas as trabalhadoras do serviço público federal. A maioria dos estados já adota a medida e parte das servidoras municipais também são beneficiadas.
Em janeiro deste ano, a iniciativa privada começou a aderir, por meio do programa Empresa Cidadã, que concede benefícios fiscais para quem estender a licença de 120 para 180 dias.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Metade dos nascimentos não são planejados

Realidade há exatos 50 anos, quando foi lançada no mercado dos EUA, e no Brasil há 48 anos, a pílula anticoncepcional ainda não materializou o maior sonho de sua idealizadora: permitir que todas as mulheres fossem mães só quando realmente desejassem.

Quase a metade das gestações nos EUA e dos nascimentos no Brasil ocorre quando as mulheres não querem, apesar da expansão do método que mais permite independência na contracepção e de sua contribuição para a redução das taxas de fecundidade.
A chegada da pílula permitiu que muitas mulheres fossem mães melhores, avançassem nos estudos e no trabalho e separassem definitivamente sexualidade e reprodução. No caso do Brasil, houve avanço importante nos últimos anos no uso de contraceptivos, mas 46% dos nascimentos no Brasil não são desejados ou são planejados para mais tarde, segundo dados ainda não explorados da última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), feita em 2006. No levantamento anterior, feito em 1996, o porcentual era de 48%.
O avanço muito pequeno, segundo os próprios pesquisadores, mostra problemas no acesso aos métodos contraceptivos, mau uso ou falhas na tecnologia de disponível.
– Houve um enorme avanço na oferta de anticoncepcionais no Sistema Único de Saúde, há pílulas a preços populares, mas o uso ainda é mal orientado. A mulher não é instruída sobre eventuais efeitos colaterais, não recebe suporte para a contracepção, precisamos de tempo para caminhar – avalia Ignez Perpétuo, professora de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais e responsável pelo módulo sobre métodos contraceptivos da PNDS.
A PNDS indicou que 81% das mulheres de 15 a 49 anos que viviam alguma forma de união usavam anticoncepcionais. A esterilização feminina (laqueadura) ainda é a opção mais frequente (29%), mas somados o uso da pílula (25%), com o dos anticoncepcionais injetáveis e do Dispositivo Intrauterino, os métodos reversíveis já a ultrapassam.

Fonte: AGÊNCIA ESTADO

Parto em casa: Gisele Bundchen traz foco à questão

A recente notícia de que o parto da modelo brasileira Gisele Bundchen foi assistido nos EUA em sua própria residência, dentro da banheira, teve grande repercussão na mídia e despertou muito interesse em diversas mulheres, além de gerar novos debates em muitas categorias profissionais. Absoluta traz alguns números baseados na realidade sobre os riscos ou não do procedimento, veja aí.

O parto em casa representa uma modalidade frequente dentro do modelo obstétrico de diversos outros países, como a Holanda, onde 40% dos partos são assistidos em domicílio, dentro do Sistema de Saúde. Vários outros países europeus, e até os EUA, contam com estatísticas confiáveis pertinentes aos partos atendidos em lares, e é impossível falar em seus riscos sem considerar os resultados dos diversos estudos já publicados sobre o tema.
Em 2005, por exemplo, chamou a atenção a publicação de um interessante estudo analisando os desfechos de partos domiciliares assistidos por parteiras na América do Norte. A análise incluiu 5418 mulheres e sua conclusão final foi que os partos domiciliares assistidos por parteiras têm os mesmos resultados perinatais que os partos hospitalares de baixo risco, com uma frequência bem mais baixa de intervenções médicas. Veja porquê.

:: A taxa de transferência para hospital foi de 12%, com uma taxa de cesariana de 8, 3% em primíparas e 1,6% em multíparas.
:: A frequência de intervenções foi muito baixa, correspondendo a 4,7% de analgesia peridural, 2,1% de episiotomias, 1% de fórceps, 0,6% de vácuo-extrações e uma taxa global de 3,7% de cesarianas.
:: A taxa de mortalidade perinatal (intraparto e neonatal) foi de 1,7 por 1.000, semelhante à observada em partos de baixo risco atendidos em ambiente hospitalar.
:: Não houve mortes maternas.
:: O grau de satisfação foi elevado (97% das mães avaliadas se declararam muito satisfeitas).

Inglaterra inova oferecendo seis meses de licença-paternidade


Enquanto o Brasil estendeu por mais dois meses a licença-maternidade – a depender muito da boa vontade das empresas –, a Inglaterra deu um passo além e anunciou que os homens poderão dispor de mais tempo com os recém-nascidos.

Se antes a mãe ficava nove meses inteiros longe do trabalho, recebendo auxílio do governo, agora ela poderá tirar até seis meses com a criança e deixar os outros três para o pai. Em um país onde a licença-paternidade se resumia a duas semanas, é uma grande mudança.
A medida prevê ainda que, caso queira, a família pode prolongar por outros três meses a estadia do pai em casa, mas sem remuneração. No total, são 12 meses de licença garantidos por lei, valendo a partir de abril desse ano.

Muitas empresas já reclamaram, dizendo que trata-se de uma decisão irresponsável em épocas de recessão. Em resposta, o Departamento de Negócios do Estado afirmou que o impacto na economia será mínimo e foi previsto nos cofres públicos.

O governo acredita que isso ajudará principalmente as mulheres que ganham mais que seus parceiros a retornarem ao trabalho mais cedo. Porém, calcula que apenas entre 4% a 8% dos homens utilizarão o benefício.

Gisele Bündchen teve parto em casa e sem anestesia

A top deu à luz dentro d’água, na banheira de casa, sem anestesia e apenas na companhia do marido. Apesar de seu médico ter sugerido cesariana, o bebê nasceu tranqüilo e nem chorou. A modelo revelou ter feito muita ioga e meditação durante a gravidez.

A modelo Gisele Bündchen mandou bem na hora do parto, dando belo exemplo às mães modernas: deu à luz na banheira de sua casa, em Boston, nos Estados Unidos, sem anestesia e apenas na companhia do marido, o jogador de futebol americano Tom Brady, da mãe, Vânia Bündchen, e de uma parteira. O parto foi em dezembro e a revelação foi feita no final de janeiro, em entrevista transmitida ao Fantástico da Rede Globo.
Gisele ficou oito horas em trabalho de parto, e justificou:
– Foi parto na água, na banheira. Eu queria muito ter um parto em casa, sempre achei muito importante. Eu queria estar consciente e presente do que estava acontecendo na hora do parto. Não queria estar dopada, anestesiada Benjamin nasceu no dia 8 de dezembro do ano passado.
Segundo a modelo, seu médico sugeriu que ela fizesse cesariana, mas estava determinada a ter um parto normal.
– Não foi nada dolorido, porque durante todo o tempo a minha cabeça estava focada. Eu transformei cada contração na esperança de ver ele chegar mais perto.
A modelo contou que se preparou física e mentalmente para o momento.
– Fiz bastante preparo. Fazia muita ioga e meditação. Ele nasceu super tranquilo. Ele é um anjinho por causa disso. Ele nasceu, não chorou, ele ficou o tempo inteiro no meu colo. Ele nunca saiu de perto de mim.
A recuperação foi imediata. Dois dias após o nascimento, Gisele já estava caminhando pela casa, “lavando a louça, fazendo panqueca”. Inclusive abriu mão da ajuda de uma babá. Esse bom astral também se revelou na escolha do nome do bebê: Benjamin, que significa “filho da felicidade”, em hebraico.
Entre mamás e tal, a top ainda teve inspiração e grandeza para enviar ajuda às vítimas do terremoto do Haiti. Doou US$ 1,5 milhão para a Cruz Vermelha. Teria sido a maior doação individual.
Sinal de felicidade... Bem-vindo, Benjamim...


FONTE: OutroMundo/Só notícia boa

Mães já podem ganhar mais dois meses de licença após o parto

Vem com atraso mas vem! A partir de 25 de janeiro, as empresas já podem aderir ao “programa empresa cidadã" que permite a prorrogação por mais dois meses do prazo de licença-maternidade. Os empregadores que toparem conceder esse benefício às suas funcionárias poderão abater a despesa do Imposto de Renda (IR) devido. Tomara que muitos deles se inspirem e adotem a medida!

Até então, o prazo da licença-maternidade era de quatro meses. Se a empresa aderir ao programa, a empregada poderá tirar uma licença de seis meses. Quem paga o benefício nos quatro meses é o INSS. Na prática, no entanto, o benefício terá alcance reduzido para as pessoas jurídicas que pagam o IR pela sistemática de lucro real, um universo de apenas 150 mil empresas no país, a maioria grandes corporações. Segundo a Receita, elas empregam cerca de 40% da mão de obra feminina do país.
A regulamentação do benefício foi publicada no Diário Oficial da União mais de um ano depois da aprovação da lei que criou o “programa empresa cidadã".


FONTE: OutroMundo

Gestação e medicamentos: falta orientação

Pesquisa da USP mostra que 60% das gestantes que utilizam medicamentos durante a gravidez não recebem informação sobre possíveis riscos da medicação para a saúde do feto.

Realizado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo/USP, o estudo com 699 mulheres com mais de 30 semanas de gestação, no interior de São Paulo, ressalta a necessidade de orientação adequada sobre medicamentos muito utilizados, como os receitados para cólicas, mas que não dispõem de estudos aprofundados sobre seus efeitos.
Durante a gestação, os medicamentos ingeridos pela mãe podem atravessar a placenta e provocar efeitos teratogênicos, como defeitos na formação do feto, afirma a farmacêutica Andrea Fontoura, que realizou a pesquisa. Todo medicamento é lançado após exaustivos testes clínicos com seres humanos, mas como eles não podem ser realizados em gestantes, seus efeitos deletérios são conhecidos apenas quando já estão no mercado — completa.
Das gestantes entrevistadas, 98% disseram usar pelo menos um tipo de princípio ativo, com um número médio de sete princípios ativos por gestante — uma das mulheres revelou que usava 34 medicações diferentes.
Embora 86,4% das gestantes usem medicamentos com prescrição médica, 60% não receberam nenhuma orientação sobre a medicação utilizada. De acordo com a pesquisa, essa disparidade acontece porque em muitos casos os medicamentos são apenas entregues pelo farmacêutico com a apresentação da receita.

Brasil não tem regras nem fiscalização para a reprodução assistida

Ao se completarem 25 anos do primeiro bebê de proveta brasileiro, o país ainda não tem uma legislação específica sobre a reprodução assistida. Isso quer dizer que, na prática, há poucos parâmetros legais e cabe a cada profissional decidir se faz ou não, e de qual maneira, escolha do sexo da criança, doações de óvulos e esperma, uso de material genético de terceiros, fertilização em casais com HIV, congelamento de óvulos e descarte de embriões. Tampouco existem órgãos fiscalizadores, menos ainda comissões que acompanhem o que acontece nas clínicas privadas.

– A falta de regra e fiscalização transformou o Brasil em um destino de turismo reprodutivo – afirma o juiz Pedro Aurélio Pires Maringolo, professor de Direito e estudioso do assunto. – Como temos uma capacidade técnica muito boa, estrangeiros vêm para cá fazer o que na Europa e nos Estados Unidos é proibido.

A única regulamentação é uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) de 1992 – ou seja, há 17 anos, período no qual técnicas avançaram, abrindo novas possibilidades de intervenção. Por ela, fica proibida a implantação de mais de quatro embriões (nos Estados Unidos e na Europa são permitidos apenas dois), a venda de óvulos ou sêmen e o pagamento de barriga de aluguel.
Além disso, segundo o urologista Jorge Hallak, especialista em infertilidade masculina, a falta de legislação e de um protocolo de conduta faz com que, no país, se usem técnicas de reprodução assistida em casais que não precisam:
– Há pessoas muito sérias, mas há muita gente que não investiga as causas da infertilidade do casal. Fazer uma fertilização in vitro sem saber por que a pessoa não engravida é como fazer um transplante de coração sem ter feito um ecocardiograma. É absurdo e não traz resultados.
Hallak explica, por exemplo, que em dois terços dos casos de infertilidade masculina há tratamentos que resolvem o problema sem a fertilização. Nesses casos, os casais ficam sem saber a quem recorrer, procurando o médico que garantir mais resultados.
– O casal com infertilidade está frágil. Se você falar que ela vai engravidar se eles forem de ponta-cabeça e mindinhos esticados até a igreja, eles vão. O médico tem muito poder nessa situação – diz Bela Zausner, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.
Com tudo isso em jogo, fica nas mãos de cada profissional o modo de agir. Segundo Bela, o problema da falta de lei é que tudo acaba resvalando na ética de cada médico para acontecer.
– Tenho pacientes que chegam pedindo a sexagem (possibilidade de escolha do sexo), mas desestimulo no primeiro filho. É uma prática interessante em alguns casos, não para todos que queiram. É preciso ser flexível na discussão desse tema e dos outros que envolvem a reprodução assistida, e não pensar em proibir totalmente.

Fonte: ZH/Caderno Vida
Foto: Worth1000

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento

A Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (SMRN) constitui uma ocasião para exprimir o engajamento comum, por meio de uma mobilização internacional, em favor do respeito pelo nascimento. Ocorre todos os anos, em maio, por iniciativa da Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté (AFAR – Aliança Francófona pelo Nascimento Respeitado).

A AFAR é uma associação criada em maio de 2003. Não tem teoria nem dogma a difundir, é independente de escolas ou doutrinas médicas, religiosas ou políticas.
Cada Semana Mundial enfoca um tema específico. Seguindo suas competências e seus desejos, as pessoas ou as associações trabalham para realizar suas ações a partir do material preparado coletivamente e colocado à disposição via Internet: pôsteres, dossiês, artigos, etc. Em maior ou menor escala, de acordo com o que cada grupo pode investir em tempo e energia, numerosas variantes são possíveis: exposições, reuniões, conferências.
No ano passado, França, Espanha, México, Alemanha, Brasil, Argentina e República Tcheca realizaram atividades no âmbito da Semana Mundial. Os temas destacados na ocasião foram Contato imediato e contínuo ou A inutilidade da separação da mãe e/ou pai do bebê, com o slogan “O bebê é nosso”. No Brasil, a ONG Parto do Princípio concebeu, organizou e realizou uma exposição em 12 municípios brasileiros, em diferentes Estados, de modo a sensibilizar os cidadãos a respeito da importância do contato de pais e mães com seus bebês assim que estes nascem.
Para 2009, França, Espanha, México e Alemanha já definiram suas ações, divulgadas no site www.smar.info. Conforme já explicitado, o tema deste ano é O aumento das taxas de cesáreas no mundo, e o slogan original da Parto do Princípio não poderia ser mais adequado: "Pelo fim das cesáreas desnecessárias, por uma nova forma de gestar, parir e nascer".
A ONG está disponibilizando em Porto Alegre exposição fotográfica com imagens de mães que tiveram seus filhos através de parto natural. Cada foto tem os dados da mãe e uma frase sua como depoimento. O evento acontece de 12 a 30 de 2009 no Café Monjolo - mezanino do 1º andar do CCCEV. Visitação gratuita, de terça à sexta das 10h às 19h e sábado das 11h às 18h.
Conheça mais detalhes da proposta do trabalho da ONG em http://www.partodoprincipio.com.br

Fonte e fotos: ONG Parto do Princípio